segunda-feira, 26 de abril de 2010

Depressão


- A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de energia ou cansaço fácil. É um problema muito frequente, e é importante reconhecer os seus sintomas para poder tratar.

- A depressão e ansiedade na gravidez podem passar despercebidos, devido à associação que as mulheres normalmente fazem destes estados, com as mudanças de humor, que frequentemente acompanham a gravidez.

- A saúde emocional é tão importante quanto o bem-estar do seu corpo. Tanto é que a saúde física pode ser afectada pela emocional.

- A depressão durante a gravidez duplica o risco de parto prematuro e esse risco cresce em função da severidade dos sintomas.
Importa lembrar que o parto prematuro é a principal causa de mortalidade infantil, ainda que não se saiba exactamente porquê. Aquilo que se sabe é que uma gravidez é tão mais saudável quanto mais saudável for a placenta, e que esta é influenciada por hormonas, que por sua vez são influenciadas pelo cérebro. Assim, o aumento da eficácia no reconhecimento e diagnóstico de depressão durante a gravidez é fundamental para reduzir os riscos de parto prematuro e, consequentemente, de morte infantil.

Riscos
Investigações provaram que a depressão e a ansiedade aumentam o risco de parto prematuro. Se não forem tratados, estes estados podem prejudicar o desenvolvimento do bebe, bem como a sua capacidade de tratar dele e de si.

Sintomas:
– Tristeza persistente
– Desconcentração
– Ansiedade
– Extrema irritabilidade
– Distúrbios do sono (insónias ou sono constante)
– Extrema fadiga
– Excesso ou falta de apetite
– Fadiga

Causas– Histórico familiar ou pessoal de depressão
– Vida stressante
– Problemas com a gravidez
– Complicações em uma gestação anterior
– Problemas de fertilidade ou perda do bebé em uma gestação anterior

Incidência: uma em cada dez grávidas apresenta sintomas ou sofre mesmo de depressão.


Estudo publicado no "Human Reproduction"

As mulheres que sofrem de depressão durante a gravidez têm o risco aumentado de terem um parto prematuro, aumentando os riscos de saúde do bebé, sugere um estudo publicado no “Human Reproduction”.
Para o estudo, os investigadores da Kaiser Permanent Division of Research, na Califórnia, EUA, entrevistaram 791 mulheres que se encontravam na sua décima semana de gravidez e constaram que 41% das mulheres relataram sintomas significativos ou graves de depressão.
Os investigadores verificaram que, em comparação com as mulheres que não tinham sintomas de depressão, as mulheres com sintomas depressivos menos graves tinham um risco 60% maior de terem um parto prematuro, antes das 37 semanas de gestação, e as mulheres que tinham sintomas mais graves de depressão tinham o dobro de risco de terem um parto prematuro.
O estudo também indicou que factores de risco sociais e reprodutivos, a obesidade e o stress podem exacerbar a relação entre depressão e parto prematuro.
Em declarações ao sítio ScienceDaily, De-Kun Li, o autor do estudo, explicou que "a depressão durante o início da gravidez pode interferir com as vias neuroendócrinas e a subsequente função placentária. As funções neuroendócrinas e da placenta desempenham um papel importante na manutenção da saúde de uma gravidez e no início do trabalho de parto".
De-Kun Li acrescentou que "a depressão durante a gravidez é significativamente pouco reconhecida e pouco diagnosticada. Os médicos devem prestar muita atenção à depressão durante a gravidez para detectá-la a tempo".
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
23 de Julho de 2009

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