segunda-feira, 26 de abril de 2010

Gravidez ectópica

 
Uma gravidez ectópica (fora do lugar) é aquela em que o feto se desenvolve fora do útero, quer seja na trompa de Falópio, no canal cervical ou na cavidade pélvica ou abdominal.

  • As gravidezes ectópicas normalmente ocorrem numa das trompas de Falópio (gravidez tubária).

  • Uma gravidez ectópica constitui um risco para a vida e deve ser extraída o mais rapidamente possível.
São factores de risco:

  • Uma doença na trompa de Falópio

  • Uma gravidez ectópica anterior,

  • A exposição fetal ao dietilestrilbestrol ou uma laqueação de trompas falhada (um procedimento de esterilização em que se corta ou se obstrui a trompa de Falópio)

Estatísticas: Segundo algumas estatísticas, 1 em cada 826 mulheres com gravidezes ectópicas morre por complicações.

Sintomas
Os sintomas de uma gravidez ectópica são pequenas perdas de sangue pela vagina e dores abdominais como as cãibras, tudo associado frequentemente a um atraso da menstruação.


  • Estes devem-se ao facto de, uma vez verificada a morte do feto, o revestimento uterino se expulsar como num período menstrual normal.

  • Se o feto morrer numa fase precoce, não se verificam lesões na trompa de Falópio. No entanto, se continuar a crescer podem rasgar-se as paredes da trompa e produzir-se uma hemorragia. Se esta for gradual, provoca dores e, por vezes, uma sensação de pressão na parte inferior do abdómen devido à acumulação de sangue. Se a hemorragia for rápida, pode provocar uma baixa grave da tensão arterial e, inclusivamente, um choque.

  • Tipicamente, por volta das 6 a 8 semanas, sente-se uma dor aguda e intensa na parte inferior do abdómen, seguida de um desmaio. Estes sintomas, habitualmente, indicam que a trompa se rompeu e, em consequência, que se produziu uma hemorragia intensa dentro do abdómen.
Diagnóstico e tratamento


  • Suspeita-se de gravidez ectópica quando as análises ao sangue e à urina dão um resultado positivo de gravidez, mas o útero é mais pequeno do que o previsto em relação à idade gestacional.

  • A ecografia pode demonstrar que o útero está vazio e que há sangue na cavidade pélvica ou abdominal. Mesmo assim, o médico pode empregar um laparoscópio (um tubo de fibra óptica que se introduz no abdómen por uma pequena incisão) para visualizar a gravidez ectópica directamente.

  • Para ajudar a confirmar o diagnóstico, pode-se introduzir uma agulha atravessando a parede da vagina até chegar à cavidade pélvica e extrair o sangue acumulado devido à hemorragia da gravidez ectópica (este processo chama-se culdocentese). Ao contrário do sangue de uma veia ou de uma artéria, este sangue tem a particularidade de não coagular.

  • Geralmente, uma gravidez ectópica deve ser extirpada cirurgicamente. Quando se encontra na trompa de Falópio, normalmente faz-se uma incisão dentro da trompa para extrair o feto e a placenta. A trompa deixa-se aberta para que sare sem deixar cicatrizes, que poderão ainda dificultar mais uma futura concepção. Em certos casos esta operação pode ser feita com um laparoscópio.

  • Em situações excepcionais, as lesões da trompa são tão graves que esta não pode ser reparada e é necessário extirpá-la. Para tratar uma gravidez tubária na sua fase inicial, em que não se sente o batimento cardíaco do feto, também pode ser utilizada a administração de metotrexato, em vez de uma intervenção cirúrgica.

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