Uma gravidez ectópica (fora do lugar) é aquela em que o feto se desenvolve fora do útero, quer seja na trompa de Falópio, no canal cervical ou na cavidade pélvica ou abdominal.
As gravidezes ectópicas normalmente ocorrem numa das trompas de Falópio (gravidez tubária).
Uma gravidez ectópica constitui um risco para a vida e deve ser extraída o mais rapidamente possível.
São factores de risco:
Uma doença na trompa de Falópio
Uma gravidez ectópica anterior,
A exposição fetal ao dietilestrilbestrol ou uma laqueação de trompas falhada (um procedimento de esterilização em que se corta ou se obstrui a trompa de Falópio)
Estatísticas: Segundo algumas estatísticas, 1 em cada 826 mulheres com gravidezes ectópicas morre por complicações.
Sintomas
Os sintomas de uma gravidez ectópica são pequenas perdas de sangue pela vagina e dores abdominais como as cãibras, tudo associado frequentemente a um atraso da menstruação.
Estes devem-se ao facto de, uma vez verificada a morte do feto, o revestimento uterino se expulsar como num período menstrual normal.
Se o feto morrer numa fase precoce, não se verificam lesões na trompa de Falópio. No entanto, se continuar a crescer podem rasgar-se as paredes da trompa e produzir-se uma hemorragia. Se esta for gradual, provoca dores e, por vezes, uma sensação de pressão na parte inferior do abdómen devido à acumulação de sangue. Se a hemorragia for rápida, pode provocar uma baixa grave da tensão arterial e, inclusivamente, um choque.
Tipicamente, por volta das 6 a 8 semanas, sente-se uma dor aguda e intensa na parte inferior do abdómen, seguida de um desmaio. Estes sintomas, habitualmente, indicam que a trompa se rompeu e, em consequência, que se produziu uma hemorragia intensa dentro do abdómen.
Suspeita-se de gravidez ectópica quando as análises ao sangue e à urina dão um resultado positivo de gravidez, mas o útero é mais pequeno do que o previsto em relação à idade gestacional.
A ecografia pode demonstrar que o útero está vazio e que há sangue na cavidade pélvica ou abdominal. Mesmo assim, o médico pode empregar um laparoscópio (um tubo de fibra óptica que se introduz no abdómen por uma pequena incisão) para visualizar a gravidez ectópica directamente.
Para ajudar a confirmar o diagnóstico, pode-se introduzir uma agulha atravessando a parede da vagina até chegar à cavidade pélvica e extrair o sangue acumulado devido à hemorragia da gravidez ectópica (este processo chama-se culdocentese). Ao contrário do sangue de uma veia ou de uma artéria, este sangue tem a particularidade de não coagular.
Geralmente, uma gravidez ectópica deve ser extirpada cirurgicamente. Quando se encontra na trompa de Falópio, normalmente faz-se uma incisão dentro da trompa para extrair o feto e a placenta. A trompa deixa-se aberta para que sare sem deixar cicatrizes, que poderão ainda dificultar mais uma futura concepção. Em certos casos esta operação pode ser feita com um laparoscópio.
Em situações excepcionais, as lesões da trompa são tão graves que esta não pode ser reparada e é necessário extirpá-la. Para tratar uma gravidez tubária na sua fase inicial, em que não se sente o batimento cardíaco do feto, também pode ser utilizada a administração de metotrexato, em vez de uma intervenção cirúrgica.


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